ONU pede que Caracas solte 69 presos de forma arbitrária em protestos

ONU pede que Caracas solte 69 presos de forma arbitrária em protestos

Entre janeiro e junho, segundo balanço da entidade, ao menos 3,3 mil pessoas foram detidas em protestos contra o governo chavista 

Jamil Chade, Correspondente

20 de outubro de 2014 | 11h34


GENEBRA - O Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos acusou nesta segunda-feira, 20, o governo da Venezuela de prender ao menos 3,3 mil pessoas desde o início dos protestos contra o presidente Nicolás Maduro em fevereiro e pediu a libertação de pelo menos 69 pessoas presas "de forma arbitrária".

Em um comunicado emitido hoje, o novo Alto Comissário da ONU para Direitos Humanos, Zeid Ra'ad Al Hussein, expressou sua extrema preocupação diante da prisão ainda do líder oposicionista Leopoldo López, assim como mais de 69 pessoas presas durante as manifestações públicas que tiveram lugar durante vários meses na Venezuela". 

"A detenção prolongada e arbitrária de opositores políticos e manifestantes está causando cada vez mais uma preocupação internacional", alertou. "Essa situação apenas exacerba a tensão no país."  

Segundo o comunicado, a ONU recebeu informações de que mais de 3,3 mil pessoas, incluindo menores de idade, foram detidas por períodos breves entre fevereiro e junho.   "Assim mesmo, mais de 150 casos de maus tratos, entre eles vários de tortura, foram registrados", alertou.

Segundo a ONU, pelo menos 43 pessoas morreram durante os protestos, entre eles um fiscal e nove integrantes das forças de segurança. "Jornalistas e defensores de direitos humanos também denunciaram ameaças, ataques e intimidação", constatou a entidade. 

Em setembro, a ONU declarou que as prisões de Leopoldo López e de Daniel Ceballos -ex-prefeito de San Cristóbal- foram arbitrárias.

"Exorto às autoridades venezuelanos a liberar imediatamente López e Ceballos, e todos aqueles detidos por exercer seu legítimo direito a expressar-se e protestar pacificamente", apelou Zeid. "Também peço às autoridades que assegurem o devido processo em todos os casos na Justiça, em conformidade com os padrões internacionais."

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