ONU pede que Congo proíba exploração de petróleo em parque

O braço cultural da Organização das Nações Unidas (ONU), a Unesco, apelou ao presidente congolês, Joseph Kabila, para que garanta que não haverá exploração de petróleo na floresta que abriga gorilas raros onde duas firmas listadas britânicas têm direitos de perfuração.

KATRINA MANSON, REUTERS

26 de novembro de 2010 | 15h38

A SOCO International e a Dominion Petroleum foram beneficiadas por decreto presidencial com o bloco 5 do Albertine Graben, no leste do Congo, em junho. Os projetos de pesquisa sísmica incluem a explosão de dinamite, apesar de a área abranger uma parte do Parque Nacional de Virunga.

Numa carta vista pela Reuters, a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, advertiu Kabila sobre "repercussões extremamente danosas" da atividade petrolífera e pediu que ele garanta que não ocorrerá exploração na área do parque, que abriga também chimpanzés, leões, elefantes e pássaros raros.

"Peço que vocês garantam que não seja feita nenhuma exploração ou produção no coração do parque nacional de Virunga", disse ela na carta datada de 6 de agosto, que cita compromissos anteriores feitos pelo Congo para proteger o local, que é Patrimônio Mundial.

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