Anistia Internacional/Efe
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ONU pede que França envie mais tropas à República Centro-Africana

Ban Ki-moon diz se preocupar com possibilidade de conflito no país africano se agravar e virar um genocídio

O Estado de S. Paulo,

12 de fevereiro de 2014 | 12h04

NAÇÕES UNIDAS - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse na terça-feira 11 ter pedido à França que considere o envio de mais tropas para a República Centro-Africana, justificando que a resposta internacional à crise naquele país "ainda não corresponde à gravidade da situação".

Segundo Ban, a violência entre cristãos e muçulmanos continuou a piorar e há a preocupação de que a violência na antiga colônia francesa possa escalar e levar a um genocídio.

Quase 1 milhão de pessoas, ou um quarto da população, foram deslocadas pelo conflito desde que o grupo rebelde Seleka, em maior parte muçulmano, tomou o poder em março do ano passado no país de maioria cristã. Pelo menos 2 mil pessoas foram mortas.

"A brutalidade sectária está modificando a demografia do país", disse Ban a repórteres. "Nós devemos fazer mais para prevenir mais atrocidades, proteger os civis, restaurar a lei e a ordem, prover ajuda humanitária e manter o país unido."

Ban deve se reportar ao Conselho de Segurança da ONU em março sobre opções para transformar a atual força de paz da União Africana em uma operação das Nações Unidas.

Segundo o secretário-geral, a presidente interina da RCA, Samba-Paza, fez uma solicitação formal por uma operação da ONU. Ban acrescentou que mesmo que o envio da força de paz pareça "cada vez mais necessário", iria demorar.

"Eu peço à União Europeia para acelerar o envio de sua operação militar...Falei ontem com o chanceler francês, Laurent Fabius, e pedi à França que considere o envio de tropas adicionais, estou pedindo a outros Estados membros para também contribuir."

A França enviou tropas com 1,6 mil homens para a República Centro-Africana em dezembro para auxiliar cerca de 5 mil membros da força de paz da União Africana, enquanto a União Europeia também concordou em enviar em torno de 500 homens./ REUTERS

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