ONU pede que países ricos ajudem a combater pobreza

Os países ricos, como Estados Unidos, Japão e membros da União Européia, não cumpriram sua promessa de ajudar as nações mais pobres do mundo. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), os países desenvolvidos devem aumentar a assistência em US$ 18 bilhões anualmente, para auxiliar os mais necessitados. Em um estudo apresentado ontem, a ONU também criticou os países pobres e os ricos por negociarem sete anos sem chegar a um acordo sobre um novo acordo mundial de comércio, na chamada Rodada Doha. A entidade sustenta que é preciso chegar a um acordo que amplie as oportunidades comerciais das nações mais pobres, para se reduzir a pobreza. A ONU recomendou que se redobrem os esforços, para que a rodada seja concluída. O estudo foi anunciado tendo como objetivo a reunião entre os governantes na sede da ONU, em 25 de setembro, para intensificar os esforços para se alcançar os chamados Objetivos do Milênio, adotados em 2000 para a promoção do desenvolvimento. As metas incluem a redução da pobreza extrema pela metade, a garantia da universalidade do ensino primário e também começar a reverter a pandemia da Aids, até 2015. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, advertiu que o texto lança um "alarme forte". "Já estamos na segunda metade da nossa luta contra a pobreza. Estamos atrasados", disse. Segundo o informe, a ajuda internacional aos países pobres teve um aumento constante desde 1997 e chegou ao recorde de US$ 107 bilhões em 2005, impulsionada por perdões em dívidas externas. Em 2006, porém, a assistência internacional caiu 4,7%, e em 2007 baixou outros 8,4%.

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