ONU pede revisão da segurança após atentado na Argélia

Equipes de resgate seguem com as buscas por sobreviventes dos ataques que podem ter matado até 62

Agências internacionais,

12 de dezembro de 2007 | 08h44

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, ordenou uma revisão na segurança depois que um escritório sofreu um atentado na Argélia, matando pelo menos 11 funcionários. Segundo a CNN, equipes de resgate ainda buscam por desaparecidos e possíveis sobreviventes nos escombros no prédio atingido por um carro-bomba na terça-feira, num ataque considerado o mais mortífero desde o que matou o brasileiro Sérgio Vieira de Mello no Iraque, em 2003. O número de vítimas continua incerto. Fontes hospitalares,das equipes de resgate afirmam que 62 pessoas morreram. O Ministério do Interior, no entanto, informou que havia 26 mortes confirmadas e 177 feridos. Já o organismo de proteção civil disse que o primeiro atentado deixou 30 mortos e o segundo, 15. Seis pessoas foram retiradas dos escombros com vida.  As duas explosões ocorreram quase simultaneamente. Por volta das 9h30 do horário local (6h30 em Brasília), um carro-bomba atingiu os escritórios do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) no bairro de Hydra, na zona sul de Argel. O outro ataque ocorreu no bairro de Ben Aknoun, perto do Supremo Tribunal Constitucional argelino, no sudoeste da cidade. A explosão atingiu também um ônibus lotado de estudantes universitários que passava pelo local.  Segundo a BBC, o grupo autodenominado Al-Qaeda no Magreb Islâmico, ligado à rede extremista Al-Qaeda, assumiu a autoria dos dois atentados em uma mensagem divulgada em um site islâmico na internet. O grupo afirma que os atentados tiveram como alvo "a toca dos infiéis internacionais" e a Suprema Corte e o objetivo de honrar um de seus líderes, morto em um confronto com tropas argelinas. "Faremos todo o possível para ajudar os familiares das vítimas do ataque e os feridos", disse Ban, que está na Indonésia para a Conferência climática da ONU". "Tomaremos todas as medidas para garantir a segurança das equipes de trabalho, na Argélia e em qualquer lugar, começando pela revisão imediata das nossas medidas e políticas de segurança". O governo argelino enfrenta uma insurgência islâmica desde o início dos anos 90, quando o Exército suspendeu o segundo turno das eleições multipartidárias para impedir uma possível vitória de um partido islâmico fundamentalista. Desde então, a luta dos grupos islâmicos para depor o governo deixou pelo menos 200 mil mortos na Argélia.

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