ONU pede US$ 164 mi para combater cólera no Haiti

A Organização das Nações Unidas (ONU) solicitou hoje US$ 164 milhões para combater a epidemia de cólera no Haiti, onde a doença já matou 724 pessoas. Segundo prognósticos, a epidemia poderá continuar sua marcha no país caribenho durante mais um ano.

AE, Agência Estado

12 de novembro de 2010 | 19h56

A ONU e organizações não governamentais utilizarão o dinheiro para enviar mais médicos, remédios e equipamentos de purificação da água para atender a 200 mil pessoas que estão em situação de risco à enfermidade. Os sintomas dessas pessoas vão desde a diarreia leve à desidratação severa, disse a ONU.

"Precisamos desse dinheiro o mais rápido possível", disse Elisabeth Byrs, porta-voz do escritório para assuntos humanitários da ONU. "Do contrário, todos os nossos esforços podem ser superados pela epidemia". Pelo menos 11.125 casos de cólera foram confirmados em cinco dos dez departamentos do Haiti desde o começo do surto em meados de outubro. A capital, Porto Príncipe, já registrou 10 mortos e 278 casos.

A ONU afastou a possibilidade da epidemia acabar em breve. "As projeções dão conta de 200 mil casos para os próximos 6 a 12 meses e mostram a magnitude do que poderia ser esperado", disse Gregory Hartl, porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo ele, a taxa de mortalidade da epidemia haitiana supera o comum nessas situações em 6,5%.

O cólera não existia antes no Haiti, por isso "a população é muito suscetível à bactéria", disse Hartl. "Uma vez instalada nos sistemas hídricos, a bactéria que provoca o cólera se transmite com muita facilidade", afirmou. Segundo ele, é provável que a bactéria do cólera fique vários anos no Haiti. As informações são da Associated Press.

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