ONU pede US$ 187 milhões de ajuda urgente para Mianmar

Cifra é pedida à comunidade internacional para assistência humanitária ao 1,5 milhão de vítimas do ciclone

Efe,

09 de maio de 2008 | 18h15

A ONU pediu nesta sexta-feira, 9, US$ 187 milhões à comunidade internacional para oferecer assistência humanitária urgente e imediata ao 1,5 milhão de vítimas do ciclone Nargis, no sul de Mianmar. O Escritório de Coordenação de Ajuda Humanitária da ONU (Ocha) apresentou o número dentro de seu plano de ação para abordar a crescente crise enfrentada pela população que foi atingida pelo desastre. Veja também:ONU retoma ajuda humanitária para sobreviventes em MianmarFrança prepara envio de navio de ajuda à Mianmar A quantia servirá para proporcionar assistência durante três meses a pelo menos 1,5 milhão de desabrigados. O número, no entanto, pode aumentar, à medida que se tiver um melhor conhecimento da zona devastada, afirma a Ocha em seu documento.  O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, John Holmes, disse durante a apresentação do plano que tinha pensado em suspendê-lo por causa dos obstáculos interpostos pelo regime militar de Mianmar à chegada de ajuda internacional. "Decidi seguir em frente porque nossa principal preocupação deve ser a população afetada", explicou. Seus autores do plano lembram que cerca de 13 milhões de pessoas, das quais quase a metade se concentra na cidade de Yangun, vivem na região atingida pelo ciclone, que até agora causou 23 mil mortos e 42 mil desaparecidos, segundo a imprensa estatal birmanesa. "A segurança alimentar no país, que já era precária, provavelmente se tornará grave", adverte o plano, que foi entregue às delegações dos 192 países-membros das Nações Unidas. A Ocha assegura que os produtos dos quais mais se precisa são alimentos, barracas de plástico, material para purificar água, recipientes de água, fogões, mosquiteiros e material médico de urgência. As maiores verbas dentro do orçamento de US$ 187 milhões são as destinadas a alimentos (US$ 56 milhões), logística (US$ 49 milhões), refúgios (US$ 20 milhões) e saúde (US$ 15 milhões).

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