ONU pede US$ 301 milhões em ajuda para vítimas de tufão nas Filipinas

Cerca de 10% da população do país foi afetada pela tempestade, que desabrigou 660 mil pessoas

O Estado de S. Paulo,

12 de novembro de 2013 | 10h23

MANILA - A ONU pediu nesta terça-feira, 12, US$ 301 milhões em ajuda humanitária para as vítimas do tufão Haiyan, que atingiu as Filipinas no fim de semana. Enquanto os feridos e desalojados esperam a chegada de água e comida, os trabalhos de resgate continua.  Oficialmente, o número de mortos é de 1.744, mas estima-se que pode passar de 10 mil. Ao menos 660 mil pessoas perderam suas casas na tempestade, que de uma maneia ou de outra afetou 10% da população do país.

"Acabamos de lançar um plano de ação com base em alimentação, saúde, saneamento, alokamento, retirada de escombros e proteção às vítimas mais vulneráveis", disse a chefe de operações humanitárias da ONU, Valerie Amos. "O custo dessa operação é de US$ 301 milhões.

O Exército dos Estados Unidos está aumentando o seu apoio militar nas Filipinas atingidas pelo tufão Hayan e enviou um porta-aviões para o país. Além disso, 5 mil marinheiros e 80 aeronaves foram enviados para as Filipinas, afirmaram autoridades nesta segunda-feira.

O envio do porta-aviões USS George Washington tem como objetivo aumentar os esforços de socorro que ainda tem que começar quatro dias após a região ser devastada por um tufão.

O governo britânico também mandou um navio de guerra adaptado para converter água do mar em água potável. O HMS daring deixou o porto de Cingapura e deve chegar às Filipinas em dois dias.

"À medida que temos mais acesso (a outras regiões) encontramos mais e mais gente morta pelo tufão", declarou John Ging, membro do departamento humanitário das Nações Unidas, na sede da organização.

As equipes de limpeza estão tendo trabalho para retirar os montes de cabos, árvores e toneladas de escombros das estradas para liberar a passagem dos caminhões com comida, água potável e tendas de campanha.

Precisamente, a escassez de bens de necessidade primária criou um clima de histeria entre os sobreviventes, que estão famintos e sem nada para beber e perambulam pelas estradas da região.

O porta-voz da Defesa Civil do país, Reynaldo Balido, declarou que o restabelecimento da ordem em Tacloban e em outras áreas é uma das "principais prioridades", enquanto a Polícia Nacional e o Exército enviaram reforços ao local para garantir a paz e a ordem na região.

Antes da chegada deste último tufão às Filipinas, o 24º do ano, os meteorologistas tinham alertado que ele poderia ter um efeito ainda mais devastador que o tufão Bopha, que em 2012 deixou quase 2 mil de mortos e desaparecidos.

O desmatamento, a proliferação de jazidas de mineração ilegal, a infraestrutura deficiente e a urbanização desordenada aumentam os efeitos devastadores das chuvas e dos frequentes tufões que atingem as Filipinas durante o período das monções. / EFE e AP

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