ONU pede US$ 60 milhões para refugiados iraquianos

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) pediu uma ajuda emergencial de US$ 60 milhões para os iraquianos afetados pela violência.Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a violência no Iraque levou ao maior deslocamento de pessoas de longo termo no Oriente Médio desde o desalojamento de palestinos provocado pela criação de Israel, em 1948."Quanto mais esse conflito se estende, mais difícil fica para as centenas de milhares de pessoas desalojadas", disse o alto comissário para refugiados das Nações Unidas, Antonio Guterres.A ONU afirma que um em cada oito iraquianos está desalojado atualmente e que 50 mil pessoas deixem suas casas a cada mês. Apenas nos últimos seis meses, estima-se que mais de meio milhão de iraquianos foram obrigados a deixar suas casas.CrescimentoNo total, calcula-se que 2 milhões de iraquianos estejam vivendo fora do país, como refugiados, e outros 1,7 milhão tenham sido obrigados a deixar suas casas, apesar de permanecerem no Iraque.O número de desalojados dentro do país, segundo a ONU, pode chegar a 2,7 milhões de pessoas até o fim de 2007De acordo com a ONU, cerca de 12% dos iraquianos fugiram de suas casas devido à violência que se alastrou pelo país depois da invasão liderada pelos Estados Unidos, em 2003.No entanto, muitos partiram bem antes do atual conflito, conforme a ONU.PobrezaSíria, Jordânia, Egito e Líbano são os países que mais recebem refugiados iraquianos, segundo a ONU.O Acnur calcula que 1 milhão de iraquianos estejam refugiados na Síria, 700 mil na Jordânia, entre 20 mil e 80 mil no Egito e 40 mil no Líbano.Segundo o Acnur,a maioria dos refugiados iraquianos vive em extrema pobreza e as comunidades que abrigam essas pessoas estão sob forte tensão.A ONU afirma ainda que há crescentes evidências de mulheres iraquianas sendo forçadas à prostituição e de agravamento na situação de trabalho infantil.Na Síria, por exemplo, quase um terço das crianças iraquianas refugiadas não freqüentam a escola.A ONU fez um apelo aos países vizinhos para que mantenham suas fronteiras abertas, porque a crescente violência no Iraque deverá provocar novas ondas de refugiados.

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