ONU pedirá embargo de armas contra o Zimbábue, diz Brown

Premiê britânico diz que resolução preparada por Londres e Washington terá apoio total nas Nações Unidas

Efe,

09 de julho de 2008 | 08h59

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, assegurou nesta quarta-feira, 9, que a minuta de resolução que Londres prepara junto com os Estados Unidos na ONU sobre o Zimbábue incluirá várias sanções, entre elas um embargo de armas. Em entrevista coletiva ao término da cúpula do Grupo dos Oito (G8, os sete países mais industrializados e a Rússia), na ilha japonesa de Hokkaido, Brown indicou entre as propostas estão o congelamento dos ativos pessoais do presidente zimbabuano, Robert Mugabe, e de outros 13 membros do governo.   Veja também:   Negociação no Zimbábue começa nesta semana, diz opositor   O primeiro-ministro do Reino Unido afirmou que as únicas eleições democráticas realizadas no Zimbábue foram as de 29 de março, já que o segundo turno aconteceu sem a participação da oposição. Brown indicou ainda que tanto o Reino Unido como os EUA, que cobram a resolução da ONU contra o Zimbábue, acreditam que o texto terá um apoio "considerável" nas Nações Unidas. "Com as novas sanções que nós propomos, com o embargo de armas que também estamos propondo, não haverá refúgio seguro nem lugar para se esconder para o grupo criminoso que agora forma o regime de Mugabe", afirmou o líder britânico.   Momentos antes, o primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda, assegurou que o G8 não descarta a imposição de sanções ao Zimbábue. Como presidente rotativo do G8, Fukuda disse que, se o Conselho de Segurança da ONU chegar a um acordo, as sanções por parte do grupo ao regime de Robert Mugabe "serão cabíveis".    Os países do G8 fecharam a jornada de terça-feira com uma declaração na qual asseguraram que darão "novos passos" contra os responsáveis pela violência eleitoral no Zimbábue, mas não especificaram sanções ao país africano.   Os líderes dos países reunidos em Hokkaido demonstraram preocupação com a situação no Zimbábue, e indicaram que deploram o fato de as autoridades desse país continuarem com o processo eleitoral presidencial, apesar da ausência de condições para um voto livre e imparcial, como resultado de sua "violência sistemática, obstrução e intimidação".   O G8 afirmou ainda que não aceita a legitimidade do regime de Mugabe após o pleito, e expressou sua "profunda preocupação" com a "repercussão humanitária" da situação no Zimbábue.   Matéria atualizada às 12h10.

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