Seth Wenig/AP
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ONU pode analisar projeto de Estado palestino já na segunda-feira

Porta-voz da entidade afirmou que petição passará 'rapidamente' aos órgãos responsáveis

Agência Estado

23 Setembro 2011 | 14h18

Atualizado as 18h09 para acréscimo de informação


NOVA YORK - O pedido de reconhecimento da Palestina na Organização das Nações Unidas (ONU) será analisado "rapidamente" e enviado ao Conselho de Segurança, afirmou nesta sexta-feira, 23, o porta-voz da organização, Martin Nesirky. Um diplomata libanês garantiu que o órgão avaliará o projeto já na próxima segunda-feira.

 

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A declaração foi feita após o encontro do presidente palestino Mahmoud Abbas com o secretário-geral da ONU Ban Ki-moon. "As análises processuais apropriadas serão tomadas rapidamente no secretariado e em seguida serão transmitidas ao presidente do Conselho de Segurança e ao presidente de Assembleia Geral", disse Nesirky.


O atual presidente rotativo do Conselho, o embaixador do Líbano na ONU, Nawaf Salam, por sua vez, afirmou à agência France Presse (AFP) que entregou aos outros14 representantes do órgão o pedido palestino, após ter recebido odocumento de Ban. Segundo ele, os países devem se reunir na tarde da segunda-feira para avaliar a proposta.

 

Abbas declarou que Israel "esmagou contra as rochas" todos os esforços de alcançar um acordo de paz em sua explicação sobre as razões pelas quais pediu a filiação da Palestina à ONU.


"Todos esses esforços sinceros empreendidos pelas partes internacionais foram repetidamente esmagados contra as rochas das posições do governo israelense, que rapidamente acabaram com as esperanças suscitadas pelo lançamento das negociações em setembro do ano passado", disse ele à Assembleia Geral da ONU.


Abbas disse que está pronto para retomar as negociações com os Israelenses, afirmando que não quer isolar ou deslegitimar Israel.


"Aqui, eu declaro que a Organização para a Libertação da Palestina está pronta para retornar imediatamente à mesa de negociações tendo como base os termos de referência adotados... e a completa interrupção das atividades nos assentamentos", afirmou ele. As informações são da Dow Jones.

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