ONU pode reunir-se para debater clonagem humana

A ONU poderá convocar, ainda neste ano, uma reunião com todos os seus 190 países membros para debater um acordo internacional que proíba a clonagem de seres humanos. A iniciativa é dos governos da Alemanha e da França, que defendem que uma convenção seja assinada assim que possível entre todos os países.Em maio, Berlim vai realizar a primeira conferência internacional sobre o tema, já com o objetivo de despertar a consciência sobre a necessidade de um acordo para banir a clonagem.Em entrevista publicada há uma semana no jornal Berliner Zeitung, a ministra da Educação da Alemanha, Edelgard Bulmahn, afirmou que um tratado internacional é o mecanismo mais eficaz para coibir a prática, que ganhou espaço na mídia depois que a Clonaid anunciou o suposto nascimento do primeiro bebê clonado da história.A proibição já existe na Alemanha e em todos os países que fazem parte da União Européia (UE). A idéia é que, se toda a comunidade internacional participar do acordo, as empresas e pesquisadores não terão onde atuar e poderão ser presos em qualquer local.Alguns pontos, porém, deverão causar polêmica entre os países. Um deles está relacionado com o desenvolvimento de técnicas de clonagem para poder conseguir, por exemplo, recuperar o funcionamento de órgãos de um ser humano. Para alguns governos, entre eles o alemão, todo tipo de clonagem deve ser proibido. Para outros, os pesquisadores devem ter o direito de usar a técnica para salvar vidas.Caso a ONU decida aceitar a proposta dos países europeus de lançar uma negociação para a realização de um acordo, poderáse basear na experiência da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 1999, a entidade aprovou uma resolução condenando a clonagem de seres humanos mas, diante do caráter legal da organização, os países não são obrigados a respeitar as recomendações da OMS. Um acordo da ONU, portanto, teria o poder de exigir que os países cumpram o que foi negociado.

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