ONU poderá convencer iraquianos a desistir de diretas já

O mais influente líder dos muçulmanos xiitas iraquianos, grão-aiatolá Ali al-Husseini al-Sistani, provavelmente vai deixar de lado sua exigência de eleições diretas dentro de poucos meses se a ONU concluir que não há condições para tanto. A afirmação é do dirigente xiita Ibrahim al-Jaafari, membro do Conselho de Governo iraquiano, que esteve recentemente com o aiatolá. "Com base em minha conversa com ele, se a ONU enviar uma equipe e estabelecer um diálogo com o lado iraquiano sobre recenseamento e questões eleitorais, uma das partes poderá ser convencida do que a outra disser", declarou Jaafari. "Qualquer que seja o resultado, se eles chegarem a um acordo, acredito que Al-Sistani vai aceitá-lo."Ao mesmo tempo, o diário britânico The Guardian informou que altos funcionários britânicos convenceram o administrador civil americano no Iraque, Paul Bremer, da necessidade de celebrar eleições diretas. Segundo o jornal, o chanceler da Grã-Bretanha, Jack Straw, tratou do assunto diretamente com o secretário de Estado dos EUA, Colin Powell. Participando do Fórum Mundial de Davos, na Suíça, Straw exortou a ONU a voltar a atuar no Iraque, para ajudar na superação dessa crise política.

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