ONU prepara inspeção em usina de urânio do Irã

Objetivo é diminuir as preocupações internacionais de que material possa ser utilizado como arma

AE-AP, Agencia Estado

25 de outubro de 2009 | 09h39

Uma equipe de inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), subordinada à ONU, se prepara para sua primeira inspeção em uma instalação de enriquecimento de urânio do Irã, que levantou suspeita entre as nações ocidentais a respeito da extensão do programa nuclear o país.

 

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A visita de inspeção dará ao mundo os primeiros detalhes independentes do lugar, que é fortemente protegido e escondido em uma área montanhosa perto da cidade sagrada de Qom, ao sul de Teerã. A visita também ocorre perto do fim do prazo para que o Irã decida se aceitará um plano traçado pela ONU para processar seu combustível nuclear fora do país.

O Irã prometeu responder a essa proposta no final desta semana. O objetivo da ONU é diminuir as preocupações internacionais de que os laboratórios iranianos possam enriquecer o urânio a ponto de o material ser utilizado como arma. O país alega que usa os reatores apenas para fins pacíficos, de pesquisa e produção de energia.

A rejeição ao acordo proposto pela ONU obrigaria os EUA e seus aliados a voltarem à mesa de negociações ou a pedirem mais sanções econômicas contra o país.

A unidade de enriquecimento de urânio que será inspecionada chama-se Fordo, em homenagem a uma vila que, acredita-se, abrigaria a maior porcentagem de combatentes mortos na guerra com o Iraque ocorrida entre 1980 e 1988. O Irã afirma que, ao notificar voluntariamente à ONU a existência desse local, o país "esvaziou uma conspiração" contra Teerã promovida pelos EUA e seus aliados, que esperavam apresentar o lugar como prova de que os iranianos estavam desenvolvendo seu programa nuclear em segredo.

A delegação da AIEA é liderada por Herman Nackaerts, diretor do departamento de operações de salvaguarda da Agência. Espera-se que os inspetores fiquem três dias no Irã.

O local é fortemente guardado por instalações militares, que incluem silos de mísseis e baterias antiaéreas. O Irã afirma que a unidade estará fora de operação por mais 18 meses. Acredita-se que as instalações não abriguem mais de 3 mil centrífugas.

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