ONU prepara plano de ação internacional no Oriente Médio

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, apoiou a idéia de enviar uma "força de estabilização" ao sul do Líbano dentro de um plano de ação internacional, desde que as partes suspendam as hostilidades.No documento de conclusões da presidência da cúpula de São Petersburgo, o G8 destacou que "se deve dar prioridade ao diálogo diplomático para alcançar uma solução, com um papel central para a ONU".Também destacou que "a prioridade mais urgente é o fim da violência" e que se deve evitar "que os extremistas afundem a região no caos e provoquem um conflito maior"."Apoiamos a missão do secretário-geral na região e esperamos seu relatório ao Conselho de Segurança, que pode servir de base" para conseguir uma solução.Annan disse que está à espera de que os analistas da ONU enviados à região lhe apresentem um relatório sobre a situação, antes das conclusões serem levadas ao Conselho de Segurança.Annan disse que em São Petersburgo estão "vários países que são membros-chave do Conselho de Segurança" e por isso espera que "trabalhem para conseguir um conjunto de medidas".Os dirigentes dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança - EUA, Rússia, China, França e o Reino Unido - assistem nesta segunda-feira à reunião entre os líderes do G8 e cinco países em desenvolvimento, incluindo o Brasil.ExigênciasAs medidas internacionais incluiriam a exigência de libertação dos soldados israelenses capturados e a libertação de dirigentes palestinos detidos, assim como o fim dos ataques militares e "o acompanhamento dessa idéia da força de estabilização", explicou Annan.A cúpula do G8 emitiu no domingo uma declaração na qual já se tratava da possibilidade de uma presença internacional no sul libanês, assim como do apoio dos países mais industrializados a uma iniciativa do Conselho de Segurança nesse sentido.O premier britânico, Tony Blair, por sua parte, assinalou que "o posicionamento de forças internacionais é a única forma" para prevenir os bombardeios do norte de Israel a partir do sul do Líbano.Para Blair, o cessar de hostilidades que a comunidade internacional exige, "não vai parar esta violência se não acharmos as condições para seu fim".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.