ONU prepara revisão do Tratado de Não-Proliferação Nuclear

O Irã e a Coréia do Norte precisam acatar as exigências da comunidade internacional para que abram mão de seus programas nucleares, a fim de garantir o futuro do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), disseram delegados a uma conferência internacional para discutir o acordo. Há uma "crise persistente de confiança no tratado", diz nota do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, enviada às autoridades reunidas na conferência, que conta com representantes de 130 dos 189 signatários do acordo. O objetivo da conferência é preparar o caminho para uma revisão completa do tratado, em 2010.Ban disse que, com exceção dos casos de desrespeito aberto ao tratado, as potências nucleares não estão fazendo o suficiente para se desarmar, e que países não estão acatando os acordos se segurança com a Agência Internacional de energia Atômica (AIEA).Tanto o Irã quanto a Coréia do Norte estão testando a eficiência do tratado, de 37 anos. A Coréia do Norte abandonou o acordo em 2003, e desenvolveu sua bomba atômica. O Irã argumenta que, dentro do tratado, tem o direito de desenvolver o enriquecimento de urânio, a despeito dos temores internacionais de que o programa desemboque na criação de armas atômicas. O país está sob sanções internacionais por se recusar a congelar o programa."Uma solução para a questão nuclear iraniana contribuiria para os esforços globais de não-proliferação, e para a realização do objetivo de um Oriente Médio livre de armas de destruição em massa, incluindo de seus meios de utilização", disse o vice-comissário alemão de controle de armas e desarmamento, Ruediger Luedeking, falando á conferência em nome da União Européia (UE).A UE também continua preocupada com a situação na Coréia do Norte, disse ele, e já pediu a Pyongyang que desmantele seus programas "balísticos e de destruição em massa de modo completo, irreversível e verificável". O tratado, que passa por uma revisão a cada cinco anos, pede que os países se comprometam a não desenvolver armas nucleares, em troca de um compromisso por parte de cinco potências nucleares - EUA, Rússia, Reino Unido, França e China - de caminhar rumo ao desarmamento.Índia e Paquistão, reconhecidos publicamente como potências nucleares, mantêm-se fora do tratado, bem como Israel, que não afirma, nem nega, possuir tais armas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.