ONU pressiona Brasil a apoiar resolução contra Síria

O presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Joseph Deiss, pressionou hoje o governo brasileiro para apoiar a resolução do Conselho de Segurança contra a Síria. Ouviu do chanceler brasileiro, Antonio de Aguiar Patriota, que a posição do Brasil está decidida e não haverá apoio a uma proposta dura e que não tenha consenso entre os membros do Conselho.

LISANDRA PARAGUASSU, Agência Estado

20 de junho de 2011 | 19h59

Em visita ao Brasil, na tarde de hoje, Deiss pediu a Patriota a colaboração do Brasil sobe a alegação de que as Nações Unidas não podiam deixar de se manifestar ante a violência patrocinada pelo presidente sírio Bashar Al-Assad. Ouviu de Patriota a defesa da alternativa apresentada pelo Brasil, a de que seja feita uma Declaração Presidencial do Conselho condenando os ataques aos manifestantes e exigindo de Assad a implementação de mudanças.

A avaliação do Itamaraty é que uma resolução da ONU com condenações duras a Assad - mesmo que sem sanções, como a patrocinada pelos países europeus - pode acuar o presidente sírio e piorar a situação. Essa é a mesma posição de outros países, como Rússia e China, contrariados com o rumo que a intervenção na Líbia tomou depois que o CS aprovou uma resolução que permitia os ataques aéreos a Muamar Kadafi.

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