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ONU pressiona China por direitos humanos no Tibete

UE exige que Pequim pare de usar força contra protestos e não impeça circulação de pessoas e informações

Reuters,

25 de março de 2008 | 15h56

O fórum de Direitos Humanos das Nações Unidas pressionou a China nesta terça-feira, 25, para que diminua as restrições no Tibete. Em seu discurso ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, a União Européia exigiu que Pequim pare de usar a força contra a onda de protestos na região e não impeça a circulação de pessoas e informações. Os Estados Unidos, a Austrália, o Canadá e a Suíça também pediram à China que abandonasse as restrições à circulação no Tibete, onde o banimento da mídia estrangeira torna difícil saber se há violações de direitos.   Veja também:ONU alerta Nepal sobre prisão de manifestantes tibetanos Pelo menos dois morrem em novo confronto em área tibetana Entenda os protestos no Tibete Pequim detém um dos 47 assentos rotativos no Conselho de Direitos Humanos, que há dois anos substitui a Comissão de Direitos Humanos, criticada por não superar alianças políticas nem ter uma posição firme em relação a casos como a repressão de estudantes chineses na Praça da Paz elestial, em 1989. Discursando para o Conselho nesta terça-feira, a Anistia Internacional citou relatos de manifestantes tibetanos atacados "somente por sua identidade étnica, o que resultou em mortes, ferimentos e danos à propriedade".   "Ao restaurar a ordem, as autoridades chinesas tomaram medidas que violam as leis e padrões dos direitos humanos", declarou a Anistia, pedindo ao Conselho que avalie questões de longo prazo, como os limites às práticas religiosas tibetanas, e suas queixas de exclusão dos ganhos econômicos chineses.  Na semana passada, 65 grupos de defesa dos direitos humanos pediram reuniões especiais sobre o Tibete, similares às já feitas para discutir os territórios palestinos, a região sudanesa de Darfur e Myanmar, onde o governo militar reprimiu no ano passado uma série de protestos liderados por monges. A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Louise Arbour, disse na semana passada que Pequim - que sediará as Olimpíadas, em agosto - precisa fornecer relatos completos e críveis do que ocorre no Tibet. "A China está prestes a abrir suas portas para 30 mil jornalistas estrangeiros em agosto", disse. "Por que ela não pode abrir suas portas para um ou dois jornalistas estrangeiros no Tibete agora, quando o mundo todo está interessado no que está acontecendo, da mesma forma que estará interessado no que vai acontecer nas Olimpíadas?", perguntou a comissária.  Ainda nesta terça-feira, o governo tibetano no exílio elevou para 140 o número de mortos por conta dos protestos das duas últimas semanas, embora as restrições de informação impostas por Pequim dificultem o balanço de vítimas, segundo a rede CNN. Choques entre manifestantes e policiais em Garze, jurisdição da província de chinesa Sichuan, deixaram pelo menos dois mortos nesta terça-feira, segundo informações de meios de comunicação estatais e grupos de direitos humanos.  Os protestos começaram no dia 10, data que marcou o 49º aniversário de um levante tibetano contra a dominação chinesa. Os manifestantes, na maioria monges budistas, são contra a dominação do governo chinês, que anexou o Tibete ao seu território na década de 50. A China acusa simpatizantes do líder espiritual do Tibete, dalai-lama, atualmente exilado, de arquitetar o levante, que mancha a imagem do país cuidadosamente construída de prosperidade e harmonia nacionais, às vésperas dos Jogos Olímpicos de Pequim.(Reportagem de Laura MacInnis)

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