ONU pressiona Colômbia e Farc para acordo

A Organização das Nações Unidas (ONU) está pressionando o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para que cheguem a um acordo sobre a proteção da população civil durante o conflito que já se arrasta por vários anos. Segundo os porta-vozes da ONU em Genebra, o secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, está envolvido diretamente nas negociações sobre o conflito na Colômbia e, durante os últimos dias, esteve em contato por telefone com vários líderes regionais e com o próprio presidente colombiano, Andrés Pastrana. A idéia de Annan é de que, mesmo antes da assinatura de um acordo de paz definitivo na Colômbia, as partes envolvidas estabeleçam um regime de proteção à população civil. "A população deve ser protegida, esteja dentro ou fora das zonas controladas pela Farc", afirmou um porta-voz da ONU, que classifica a situação na Colômbia como "uma das piores do mundo". Nos últimos dez anos, a guerra na Colômbia gerou cerca de 35 mil mortos, a maioria civis. Segundo a ONU, cerca de 1,2 milhão de colombianos já não vivem em suas casas e esse número pode aumentar se a paz não for atingida. Caso a guerra continue, um dos cenários da ONU seria o crescimento do número de colombianos tentando fugir para o Panamá e para a Venezuela.

Agencia Estado,

15 Janeiro 2002 | 11h15

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