ONU pressionava Sérvia por captura de Mladic

O governo da Sérvia estava sob forte pressão para capturar Ratko Mladic, responsável pelo maior massacre na Europa desde a 2ª Guerra Mundial, e entregá-lo ao Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia. Em junho, um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) seria apresentado ao Conselho de Segurança da entidade indicando a resistência do governo sérvio em colaborar. Não por acaso, o anúncio da prisão de Mladic ontem foi feito pelo presidente sérvio, Boris Tadic.

AE, Agência Estado

27 de maio de 2011 | 08h00

A captura de Mladic ocorreu no momento em que a chefe de política externa do bloco europeu, Catherine Ashton, visitava a capital sérvia, Belgrado, com a intenção de pressionar o país a dar o reconhecimento oficial à independência de Kosovo. Ela deixou claro que o acusado deve ser entregue ao TPI imediatamente. "A total cooperação com o TPI continua essencial para o caminho da Sérvia rumo a seu ingresso na UE", afirmou. O presidente sérvio garantiu que a extradição de Mladic para Haia seria realizada em uma semana.

A notícia da prisão foi recebida com a indicação de que as portas da União Europeia (UE) começam finalmente a ser abertas para a Sérvia, onde crescia a opinião de que a proteção dada pelo país a criminosos de guerra estava freando o avanço nacional.

"Este é um momento histórico", disse o chanceler britânico, William Hague. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, insinuou que a captura de Mladic foi uma medida política, "uma decisão muito corajosa da presidência". "É mais um passo para a adesão da Sérvia à UE", afirmou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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