ONU quer envolvimento do Irã em coalizão no Iraque

A Organização das Nações Unidas (ONU) poderia oferecer apoio para unir Irã, Arábia Saudita, Turquia e outros vizinhos do Iraque para ajudar a estabilizar a situação no país, afirmou o enviado especial da ONU para o Iraque, Nickolay Mladenov.

AE, Estadão Conteúdo

21 de setembro de 2014 | 21h18

Em entrevista ao Wall Street Journal, ele afirmou que o apoio regional é um ponto crítico nos esforços para conter o avanço do grupo extremista sunita Estado Islâmico e para oferecer uma solução política à crise no Iraque.

Mladenov lembrou que o Irã tem sido deixado de fora da coalizão que está sendo formada pelos EUA para combater o Estado Islâmico. "É importante ser criativo e conversar com os iranianos e com a região sobre como o Irã pode ser envolvido para apoiar a luta contra o EI", disse, acrescentando que a ONU pode ajudar nessa negociação.

EUA e Irã têm dito que não irão cooperar militarmente no Iraque. O Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, pressionou para que Teerã fosse excluído do encontro de segunda-feira em Paris para discutir como combater o Estado Islâmico. Mas hoje, ele se reuniu com o ministro de Relações Exteriores do Irã, Javad Zarif, e os dois discutiram, entre outros temas, "a ameaça apresentada" pelo Estado Islâmico, segundo uma fonte sênior do Departamento de Estado.

A Arábia Saudita e outros Estados do Golfo também estão cautelosos em trabalhar com Teerã, que interveio militarmente para apoiar o regime de Bashar Assad na Síria. No entanto, Zarif também teve um raro encontro individual com o ministro de Relações Exteriores da Arábia Saudita, segundo um oficial do governo iraniano.

O Irã diz ter enviado conselheiros e assistência ao governo do Iraque e às forças curdas para combater os extremistas sunitas, mas afirma não ter enviado tropas por terra.

O enviado da ONU acrescentou que há cerca de 30 países que sinalizaram concordar em oferecer ajuda militar no combate ao grupo sunita. Entre esses países há alguns dispostos a conduzir ataques aéreos e outros abertos a fornecer armamentos ou treinamentos a forças iraquianas e curdas. Fonte: Associated Press.

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