ONU quer evitar novas execuções no Iraque

A chefe dos direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Louise Arbour, pediu que uma corte iraquiana não condene à morte o ex-vice-presidente Taha Yassin Ramadan por crimes contra a humanidade, dizendo que a sentença violaria a lei internacional.A suprema corte iraquiana deve considerar na segunda-feira uma recomendação de uma corte mais baixa dizendo que a sentença anterior, de prisão perpétua, fosse elevada à pena de morte pelo papel de Ramadan na matança de 148 xiitas em 1982, em resposta a um atentado contra o ex-ditador Saddam Hussein.O gabinete do Alto Comissariado para Direitos Humanos informou que Arbour havia preenchido um relatório de 38 páginas com argumentos contra a sentença.No relatório, ela assegura que "a lei internacional proíbe a imposição da pena de morte no caso de Taha Yassin Ramadan", segundo um comunicado.Ramadan foi condenado em novembro após ser julgado com o Saddam e outras autoridades. Saddam e outros dois réus já foram enforcados.

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