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Salvatore Di Nolfi/EFE
Salvatore Di Nolfi/EFE

ONU quer explicação do México para desaparecimentos

A ONU cobra do governo do México explicações sobre 22,6 mil desaparecimentos forçados nos últimos dez anos, incluindo o dos 43 estudantes em setembro de 2014 na cidade de Iguala.

JAMIL CHADE , CORRESPONDENTE / GENEBRA, O Estado de S.Paulo

03 de fevereiro de 2015 | 02h06

As Nações Unidas realizam nesta semana uma audiência com o governo mexicano para justamente tratar do desaparecimento forçado de pessoas. Os peritos da entidade, como Luciano Hazan e Huhle Reiner, não disfarçavam o mal-estar diante da falta de respostas da delegação mexicana às questões.

Eilana Garcia, subprocuradora de Direitos Humanos no México, aponta um número oficial de desaparecidos - 11,3 mil - que é metade da cifra apurada pela Anistia Internacional.

O caso dos estudantes da Escola Normal Rural de Ayotzinapa que concentrou o debate. Para a ONU, o incidente é "emblemático" do problema que o país enfrenta. Pelas investigações, os estudantes foram detidos pela polícia em 26 de setembro e entregues ao grupo criminoso Guerreros Unidos.

Na semana passada, o procurador Murillo Karam indicou que eles foram assassinados e incinerados em um depósito de lixo de Cocula. Os restos foram jogados em um rio. Com essas conclusões, as investigações foram encerradas.

O comportamento do governo deixou Barnabe Gaspar, pequeno agricultor e pai de um dos 43 estudantes, irritado. "Eles não deveriam pedir um minuto de silêncio. Deveriam dar respostas", disse ao Estado. Gaspar viajou até Genebra para denunciar o desaparecimento de seu filho, Adan Abrajan de la Cruz. "O Estado não faz nada porque está acobertando a polícia que foi quem entregou os garotos para os criminosos", alertou. O agricultor, que não conseguia segurar suas lágrimas, alertou que o governo mexicano não quer revelar onde estão os 43 estudantes porque existiria "um acordo político para impedir que a verdade seja revelada". "O governo continua a nos enganar. Não temos mais confiança neste governo", declarou. "Eles nos entregaram cadáveres que não eram de nossos filhos", disse.

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