ONU quer lista de cientistas do Iraque em 2 semanas

O chefe da equipe de inspetores de armas das Nações Unidas, o sueco Hans Blix, entregou hoje ao embaixador do Iraque nas Nações Unidas, Mohammed Al Duri, uma declaração pedindo ao governo iraquiano uma lista de cientistas e outros associados com programas de armas químicas, biológicas e de mísseis balísticos do país, segundo informou a ONU em Nova York. O porta-voz de Blix, Ewen Buchanan, declarou que o governo iraquiano tem duas semanas para entregar a lista com todos os nomes. A resolução 1441 aprovada pelo Conselho de Segurança permite aos inspetores de armas interrogar os cientistas iraquianos ou até retirá-los do país com suas famílias, se necessário, para o interrogatório. O diretor do organismo de controle de armas iraquiano, o general Hosam Mohamed Amín, declarou que o país já trabalhava numa lista deste tipo para quando a ONU pedisse o documento. 11 locais supeitos A equipe de inspetores continuou hoje a busca em 11 locais suspeitos no Iraque, entre eles o Centro de Controles de Doenças Transmissíveis, um laboratório médico na capital, que não foi visitado na sexta-feira por causa do descanso semanal muçulmano. Segundo o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohamed El Baradei, os inspetores necessitam de vários meses para avaliar o volumoso relatório sobre armas que o Iraque entregou à ONU. "Em janeiro, acredito que teremos uma primeira avaliação do relatório que nos permita seguir em frente, mas precisaremos de alguns meses para chegarmos a uma conclusão", ressaltou. Algumas fontes de Inteligência americanas e funcionários das Nações Unidas revelaram hoje ao jornal The New York Times que o relatório iraquiano contém dados reciclados do último informe de 1998 e não responde a questões que ficaram suspensas desde então. El Baradei também declarou que a parte nova do documento está nas 300 páginas em árabe e cobre as atividades entre 1991 e 2000. O diretor-geral da AIEA ainda afirma que, segundo uma análise preliminar, "esta parte não é muito significativa, pois não se refere às armas".

Agencia Estado,

14 Dezembro 2002 | 15h28

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