ONU quer missão civil na Líbia

Comunidade internacional promete apoio e assistência financeira às novas lideranças do país

Agência Estado

01 Setembro 2011 | 16h48

Líderes mundiais durante coletiva de imprensa após a reunião

 

PARIS - O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, pediu ao Conselho de Segurança do órgão nesta quita-feira, 1º, que decida rapidamente sobre o envio de uma missão civil para estabilizar a Líbia.

 

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O secretário-geral disse que dezenas de líderes mundiais que participaram de uma conferência em Paris para decidir sobre o futuro do país africano nesta quinta concordaram que a ONU deve liderar a assistência à nova liderança líbia. Ele pediu uma "ação rápida" para "o envio de uma missão civil o mais rápido possível".

 

 

As declarações foram feitas depois que líderes e enviados de 60 países e organismos mundiais se reuniram  para discutir com o Conselho Nacional de Transição os rumos do país africano após a queda do coronel Muamar Kadafi.

 

 

Apoio e dinheiro

 

Entre os países que participaram da reunião desta quinta, chamada de "Conferência dos Amigos da Líbia", estão Brasil, Estados Unidos, Grã-Bretanha e França. Os dois últimos, que lideram o grupo europeu envolvido na revolta, afirmaram que dezenas de países prometeram apoiar o novo governo líbio, embora também tenham tenham advertido que a luta para estabilizar a nação africana ainda não acabou.

 

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) continuará as operações de bombardeio o quanto for necessário para proteger os civis líbios, mesmo após a derrocada do regime de Muamar Kadafi.

 

Já o presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmou na conferência internacional na capital francesa que os países estão "comprometidos em devolver aos líbios o dinheiro de ontem para a construção do amanhã".

 

Reconciliação

 

Já a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, dirigiu seu discurso às novas lideranças líbias. A diplomata pediu que o Conselho Nacional de Transição considere a reconciliação com todos os cidadãos líbios e ainda defendeu que o órgão governamental dos rebeldes seja aceito na ONU como legítimo representante do país africano. As informações são da Associated Press.

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