ONU quer postura mais dura contra celebridades que usam drogas

Os promotores públicos ao redor domundo são muito lenientes com as celebridades que usam drogase, com isso, mandam uma perigosa mensagem aos jovens, disse aOrganização das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira, em seurelatório anual sobre tendências de narcóticos ilegais. O Conselho Internacional de Combate aos Narcóticos da ONUdisse que o uso geral de drogas continua o mesmo, mas a elevadaprodução de ópio no Afeganistão está aumentando o consumo deheroína nos países vizinhos e no resto do mundo. A ONU também alertou que os traficantes estão usando mais ooeste da África como ponto de transição para levar cocaína eoutras substâncias de avião e navio da América Latina para aEuropa. O conselho disse que o maior erro de muitos governos é darênfase aos viciados comuns e traficantes de rua, fazendo muitopouco para conter as grandes quadrilhas de tráfico e deixandousuários "ilustres" em liberdade. "O fato é que quando uma celebridade usa drogas, estáagindo fora da lei", disse Hamid Ghodse, membro do conselho eautor do relatório, em uma coletiva em Londres. Ghodse serecusou a dar exemplos de nomes ou países brandos demais com osusuários famosos. Para serem efetivas, as autoridades precisam ser mais durascom os que estão no topo do comércio ilegal de drogas, disseGhodse, acrescentando que os governos não fazem isso porque éuma tarefa difícil. Além disso, ele disse que é fundamental ter maior patrulhanas fronteiras para acabar com o tráfico. Para Ghodse, asituação no Afeganistão está fora de controle. O país é hojeresponsável por mais de 93 por cento da produção de ópio. O conselho disse que parte do problema se deve ao fato deque substâncias necessárias à produção de heroína entramfacilmente no Afeganistão. O combate às drogas no país se tornou secundário desde queos Estados Unidos, a OTAN e as forças afegãs passaram a seconcentrar em impedir que o Taliban volte a controlar asprovíncias do sul, produtoras de drogas. "Apesar de todos os esforços, nós perdemos o controle, masisso não significa que seja impossível", disse ele. (Reportagem de Peter Apps) REUTERS MR

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