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ONU recebe documentos da Síria sobre adesão ao tratado de armas químicas

Assad afirmou que vai submeter arsenal ao controle internacional um mês após acordo ser assinado

O Estado de S. Paulo,

12 de setembro de 2013 | 10h24

(Atualizada às 16h20) NAÇÕES UNIDAS - A Organização das Nações Unidas (ONU) informou nesta quinta-feira, 12, que recebeu documentos da Síria sobre a adesão do país ao tratado global contra as armas químicas, algo que o governo do presidente sírio, Bashar Assad, prometeu como parte de um acordo para evitar um ataque dos Estados Unidos.

"Nas últimas horas recebemos documentos do governo da Síria que estão sendo traduzidos e que são documentos sobre a Convenção sobre Armas Químicas", disse o porta-voz da ONU Farhan Haq a jornalistas.

Assad afirmou, em entrevista a uma emissora russa, que vai colocar o arsenal químico de seu país sob controle internacional após um mês da assinatura do acordo e que, para isso, os EUA devem parar de ameaçar realizar uma ação militar. "Esse é um processo de duas mãos e nós estamos contando, primeiro de tudo, com a interrupção da política americana de lançar ameaças contra a Síria."

O ditador sírio reconheceu ter o arsenal proibido e disse que a adesão da Síria à proposta russa de inspeção internacional de suas reservas de gases venenosos se deve à aliança estratégica com Moscou, e não à ameaça de um ataque militar americano, como disse o presidente Barack Obama. "A Síria está colocando suas armas químicas sob controle internacional por influência da Rússia. As ameaças americanas não influenciaram nessa decisão", disse Assad, citado pela agência estatal Interfax

Para os EUA, os documentos não podem ser um substituto para o desarmamento ou uma tática para ganhar tempo, disse o Departamento de Estado nesta quinta-feira. A vice-porta-voz Marie Harf afirmou que a opção americana de usar a força militar continua sobre a mesa, enquanto prosseguem as discussões com a Rússia sobre como retirar da Síria o arsenal de armas químicas.

Em meio às promessas do ditador sírio, o secretário de Estado americano John Kerry e o chanceler russo, Sergei Lavrov, negociam em Genebra, uma saída diplomática para a crise na Síria,

A Rússia pediu que a Síria entregue as armas em meio a esforços liderados pelos EUA em direção a uma intervenção militar. O posicionamento dos EUA ocorreu depois que um ataque matou 1,4 mil pessoas nos arredores de Damasco no mês passado. O governo americano acredita que armas químicas foram usadas na ofensiva contra civis. / AP

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