ONU registra mais de 700 mil refugiados sírios na região

Mais de 700 mil cidadãos da Síria já se registraram ou estão esperando para se registrarem como refugiados em países vizinhos em meio a escalada de violência na região, afirmou nesta terça-feira o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

AE, Agência Estado

29 de janeiro de 2013 | 08h57

Segundo a porta-voz da organização, Sybella Wilkes, houve um grande aumento no número de solicitações para registro de refugiados nas últimas semanas. "As necessidades são enormes", afirmou a porta-voz, acrescentando que os agentes da ONU não estão conseguindo "atender todas as pessoas rápido o bastante",

Wilkes informou que o número de sírios registrados como refugiados ou em processamento de espera nos países vizinhos atingiu 703.314 na segunda-feira. Deste número, segundo ela, mais de 581 mil foram registradas. Além disso, os agentes humanitários estão fazendo o seu melhor para ampliar o processo de registro "para acabar com o atraso", afirmou.

Wilkes apontou que no mesmo momento do ano passado, a agência da ONU havia registrado apenas algumas centenas de refugiados sírios a cada mês no Líbano. "Agora, o objetivo é registrar 45 mil por mês", disse ela, acrescentando que a média atual é de cerca de 32 mil.

Para a Jordânia, que tem recebido um afluxo maciço nas últimas semanas, o plano é tentar registrar 50 mil pessoas só em fevereiro, disse Wilkes.

Cerca de quatro milhões sírios dependem da assistência internacional para lidar com as consequências do conflito de 22 meses. A ONU estima que mais de 60 mil pessoas já morreram na guerra civil do país.

Nesta terça-feira, ativistas disseram que os militares sírios continuam em conflito com os rebeldes pelo controle de um complexo de inteligência do governo, onde líderes dos insurgentes estão sendo detidos. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, os confrontos estão ocorrendo na cidade de Deir el-Zor, próximo a fronteiro com o Iraque.

O Observatório afirmou que os rebeldes conseguiram tomar o controle de grande parte do complexo do governo, incluindo a prisão, de onde libertaram pelo menos 11 líderes da oposição. Não está claro se as pessoas libertadas são militantes ou ativistas.

As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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