ONU reitera condenação ao embargo contra Cuba

A Assembléia Geral das Nações Unidas condenou hoje, pelo décimo ano consecutivo, o embargo comercial unilateral dos EUA contra Cuba, em uma votação em que pediu por esmagadora maioria que Washington ponha fim a mais de quatro décadas de bloqueio. A votação de hoje foi idêntica à do ano passado - 167 votos a favor da suspensão do embargo, três contra (EUA, Israel e as Ilhas Marshall), enquanto houve apenas três abstenções (Letônia, Micronésia e Nicarágua), uma a menos que em 2000. Toda a América Latina e o Caribe - com exceção da Nicarágua - votaram a favor do fim do embargo contra Cuba, e o mesmo ocorreu com os 15 países-membros da União Européia (UE). Todos esses países igualmente condenaram as leis dos EUA que tentam evitar que empresas estrangeiras tenham acordos comerciais com Cuba. Um após o outro, os oradores, e em especial os dos países em desenvolvimento, disseram que o embargo era uma violação à Carta das Nações Unidas e que afetava o comércio internacional. Também como nos anos anteriores, a resolução se referiu à lei Helms-Burton de 1996. Esta lei permite aos cidadãos norte-americanos que foram cidadãos cubanos antes da revolução de 1959 do presidente Fidel Castro, abrir processos em tribunais dos EUA contra companhias estrangeiras ou indivíduos que realizem transações comerciais com empresas sediadas em propriedades particulares expropriadas por Havana.

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