ONU rejeita criticar situação dos direitos humanos no Irã

O organismo supervisor dos direitos humanos nas Nações Unidas rejeitou por uma estreita margem uma resolução que critica os supostos abusos no Irã, pondo fim a duas décadas de votação especial e tirando o país da lista das nações com problemas mais graves nesse assunto. Por uma margem de 20 votos contra, 19 a favor e 4 abstenções, a Comissão de Direitos Humanos da ONU rejeitou uma proposta da União Européia (UE) de censurar o Irã por supostas execuções, torturas, discriminação contra minorias e obstrução da liberdade de imprensa. Pela resolução aprovada, será convocado um especialista da ONU para continuar investigando os supostos abusos no Irã e informar a comissão a respeito no próximo ano. A rejeição da resolução implica em que, pela primeira verz desde que a comissão de 53 países começou a criticar o Irã em 1983, o país não terá de submeter-se a uma sabatina na reunião do próximo ano. O Irã tem impedido a entrada dos observadores da ONU no país desde 1996, mas muitos deles fizeram relatórios em que assinalam supostos abusos. "A crise dos direitos humanos no Irã só está piorando, e esta infeliz decisão não favorecerá sua melhora", disse Loubna Freih, do grupo ativista Human Rights Watch. O representante iraniano Pasmane Hastaie elogiou o resultado da votação. Ele havia dito à comissão que a resolução omitia os avanços que, segundo disse, seu país havia conquistado em matéria de direitos humanos.

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