ONU rejeita pressão pela saída de Kofi Annan

As Nações Unidas repudiam a pressão pela renúncia do secretário-geral Kofi Annan. O porta-voz da organização disse que nenhum país pediu oficialmente a saída do secretário. Ontem, o senador Norm Coleman, dos EUA, disse que Annan deveria deixar o cargo porque "a maior fraude da história da ONU ocorreu quando ele estava de guarda", referindo-se às denúncias de corrupção no programa de petróleo por alimentos do Iraque. O presidente dos EUA, George W. Bush, recusou-se duas vezes hoje a sugerir a renúncia do secretário-geral ou a manifestar apoio a ele. Em vez disso, exigiu "uma prestação de contas ampla, aberta e justa" do programa, dizendo que esse acerto é essencial para que o contribuinte americano continue a sustentar as Nações Unidas.Com exceção dos EUA, Annan parece contar com amplo apoio entre os 191 países-membros da ONU, que o reelegeram para um segundo mandato em 2001. Rússia, China, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Chile, Espanha e outras nações do Conselho de Segurança deram forte apoio ao secretário-geral nos últimos dias. As 54 nações da África enviaram uma carta de confiança."Umas poucas vozes não fazem um coral", disse o porta-voz da ONU, Fred Eckhard, quando perguntado sob a possibilidade de renúncia de Annan. "Ele não ouviu nenhum pedido de renúncia de nenhum Estado-membro. Se há alguma agitação nos bastidores, ótimo. É um debate saudável. Mas ele pretende continuar com seu trabalho substantivo pelos próximos dois anos e um mês de seu mandato".

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