Aleppo 24 news via AP
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ONU retoma envio de ajuda à Síria nesta quinta 

Serviço tinha sido suspenso após ataque a comboio da organização; EUA criticam Rússia e Assad

O Estado de S. Paulo

21 de setembro de 2016 | 19h22

A ONU anunciou nesta quarta-feira, 21, que está se preparando para retomar os envios de ajuda humanitária para a Síria, suspensos após um ataque mortífero a um comboio de assistência perto da cidade de Alepo, na segunda-feira.

“A preparação foi retomada agora e estamos prontos para levar ajuda a áreas sitiadas e de difícil acesso o mais rápido possível”, informou, em comunicado, o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários.

Elizabeth Hoff, representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) na Síria, disse que a entidade está preparando suprimentos médicos para serem entregues em um subúrbio da capital, Damasco, que estarão sujeitos às avaliações de risco de segurança normais.

“Estamos preparando itens de saúde para serem enviados a Moadamiya o mais cedo possível. O comboio está sendo carregado e está programado para partir amanhã (hoje).”

O secretário de Estado americano, John Kerry, exigiu hoje que a Rússia e o governo da Síria interrompam imediatamente os voos sobre as áreas de combate, como a “última chance de preservar um frágil cessar-fogo e encontrar um caminho além da carnificina”.

Kerry entrou em confronto aberto com o chanceler russo, Serguei Lavrov, no Conselho de Segurança da ONU, em Nova York, em uma reunião transmitida pela TV. Ele disse que o bombardeio de um comboio de ajuda humanitária na Síria despertou “dúvidas profundas sobre se a Rússia e o regime de (presidente sírio, Bashar) Assad podem ou querem se mostrar à altura” das obrigações do cessar-fogo.

“Enfatizo à Rússia: os EUA continuam a acreditar que existe um caminho adiante que, embora turbulento, difícil e incerto, pode proporcionar a rota mais viável para acabar com a carnificina”, afirmou Kerry.

“Se permitirmos que aproveitadores escolham uma rota para nós, a rota mais difícil, então, não se enganem, meus amigos: da próxima vez que nos reunirmos aqui, estaremos diante de um Oriente Médio com ainda mais refugiados, ainda mais mortos, mais deslocados, com mais extremistas e mais pessoas sofrendo em uma escala ainda maior.”

Ele desdenhou do que descreveu como explicações absurdas da Rússia para um ataque contra o comboio de ajuda humanitária, que Washington afirma ter sido realizado por aviões russos. Em comunicado, Moscou disse que os caminhões “pegaram fogo”, o que Kerry disse chamou de “combustão espontânea”.

Lavrov, por sua vez, pediu uma investigação independente do ataque e disse que todas as partes precisam adotar medidas simultâneas para acabar com a guerra. / REUTERS e AFP

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