ONU revisa números de doenças no mundo

Revisões têm implicações diretas para os governos que fornecem bilhões de dólares ao combate de doenças

REUTERS

24 de março de 2009 | 15h10

A Organização Mundial da Saúde (OMS) dobrou nesta terça-feira, 24, a estimativa do número de pessoas HIV positivas que contraíram e morreram de tuberculose, na mais recente de uma série de grandes revisões sobre os números da doença no mundo.

 

Veja também:

linkSobe taxa de incidência de tuberculose no Brasil

linkPaís desenvolve novo fármaco contra tuberculose

linkRio é o estado recordista em casos de tuberculose no País

linkCasos de tuberculose caem 24,4% nos últimos 7 anos no País

linkEntenda como a tuberculose é transmitida e seus sintomas

linkONU revisa números de doenças no mundo

linkVentilação e sol podem ajudar na luta contra a tuberculose

Revisões como essas têm implicações diretas para os governos do Ocidente que fornecem bilhões de dólares ao combate de doenças como HIV/Aids, malária e tuberculose baseados nas estimativas internacionais da prevalência delas.

As companhias farmacêuticas também investem pesadamente em drogas, diagnósticos e vacinas para o trio de doenças que a ONU prometeu combater nas Metas de Desenvolvimento do Milênio.

Abaixo estão detalhes das revisões recentes nos números das doenças.

TUBERCULOSE - março de 2009 - A ONU dobrou a estimativa sobre o número de pessoas co-infectadas pela tuberculose e pelo HIV, assim como o número de mortes, devido a "análises, dados e metodologia melhores".

A organização acredita que a tuberculose tenha matado cerca de 1,8 milhão de pessoas em 2007 - 1,3 milhão de pessoas HIV negativas e 456 mil também infectadas pelo vírus da Aids, mortes que são classificadas nas estatísticas de saúde apenas como fatalidades pelo HIV.

O relatório mais recente do Controle Global da Tuberculose inclui medições diretas provenientes de 64 países, de um total de 212 países e territórios aos quais a informação foi solicitada, disse a OMS. O relatório anterior incluiu quantificações de apenas 15 países.

MALÁRIA - setembro de 2008 - A OMS informou que 247 milhões de pessoas estavam infectadas pela malária em todo mundo em 2006, reduzindo a estimativa anterior de que entre 350 milhões e 500 milhões fossem atingidas todos os anos pela doença transmitida por um mosquito.

Novos métodos de cálculo, incluindo o uso de mapas asiáticos atualizados mostrando que a urbanização destruiu habitats do mosquito, também reduziram a estimativa do número de mortes pela malária no mundo em cerca de 10 por cento, embora a OMS tenha dito que não estava claro se o número real de casos e de mortes havia caído.

A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, afirmou em uma entrevista coletiva que menos de um terço dos 193 estados membros da agência têm sistemas confiáveis para monitorar e documentar a malária e outras doenças graves cujos sintomas iniciais podem se assemelhar aos da gripe.

HIV/AIDS - novembro de 2007 - Dados revisados provenientes da Índia levaram o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) a reduzir sua estimativa sobre a quantidade de pessoas no mundo infectadas pelo vírus da Aids para 33 milhões, ante os 40 milhões estimados anteriormente.

A agência da ONU disse que superestimou o número de infectados pelo vírus incurável e afirmou que métodos melhores de obter os dados mostraram que a doença não era tão comum como se temia.

"Esses dados aperfeiçoados nos apresentam um retrato mais claro da epidemia de Aids, que revela desafios e oportunidades", disse à época o Unaids em um comunicado.

Tudo o que sabemos sobre:
ONUSAUDEFACTBOXOMS*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.