ONU: revisão do mandato da Minustah deve ser negada

O coordenador de Operações Humanitárias da Organização das Nações Unidas (ONU), John Holmes, afirmou que a proposta de revisão do mandato das tropas da paz chefiadas pelo Brasil no Haiti dificilmente será aceita. Uma semana após o desastre que atingiu o país caribenho, o ministro brasileiro da Defesa, Nelson Jobim, defendeu uma mudança no mandato da Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah).

AE, Agencia Estado

03 de fevereiro de 2010 | 12h43

Holmes ainda rejeitou a tese de que as forças norte-americanas estejam "ocupando o Haiti". Mas admitiu em uma entrevista coletiva em Genebra, na Suíça, que os soldados dos Estados Unidos ficarão no Haiti "por alguns meses".

A ideia de Jobim era que a Minustah deixasse de ser apenas uma missão de manutenção da segurança para assumir um papel também na reconstrução do país. O assunto chegou a ser discutido em Porto Príncipe, durante encontro do chanceler Celso Amorim com as chefias civil e militar da missão da ONU.

"Há um grupo de países que é favorável a uma mudança na Minustah, mas outros são claramente contrários", afirmou Holmes, uma espécie de número 2 da ONU. A renovação do mandato da Minustah ocorreria em outubro. Porém, já há debates na entidade propondo uma antecipação da renovação, até mesmo para coincidir com as reuniões de março em Nova York entre os principais doadores. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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