ONU revisará segurança de funcionários no Paquistão por temor de ataques

Funcionário dos EUA alerta entidade sobre possíveis atentados do Taleban

BBC

26 de agosto de 2010 | 10h18

ISLAMABAD - A Organização das Nações Unidas (ONU) vai revisar as medidas de segurança aplicadas aos seus funcionários no Paquistão, depois de ser alertada pelo governo americano que o Taleban estaria planejando atacar os estrangeiros que levam ajuda ao país.

 

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Apesar do alerta, nenhum ataque foi realizado até agora. A crise humanitária no Paquistão começou há quase um mês, e as condições precárias aumentaram os temores de que a população e os estrangeiros seriam alvos fáceis para as organizações terroristas que agem no país.

 

Segundo declarações de uma fonte anônima dos EUA, o grupo militante Tehrik-e-Taliban estaria "planejando ataques contra estrangeiros participando nas operações de ajuda no Paquistão". Segundo o funcionário do governo, os EUA também acreditam que as autoridades corram riscos.

 

Um porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que os trabalhos de ajuda nas regiões do Khyber e do Baluchistão já estavam sendo afetadas devido à segurança. "A ameaça faz com que tenhamos que diminuir a operação, o que significa menos acesso aos afetados. Do outro lado, precisamos ampliar as medidas de segurança,o que significa utilizar mais recursos", disse Ahmed Farah Shadoul. "As operações serão atrasadas em algumas áreas", completou.

 

O general americano Michael Nagata, porém, disse que suas forças não viram nenhuma ameaça nas três semanas em que estiveram operando no Paquistão. Segundo ele, os procedimentos de salvamento ocorreram sem problemas e sua equipe salvou mais de 6 mil pessoas.

 

Talat Masood, general paquistanês aposentado, por sua vez, disse que o Tehrik-e-Taliban deve tentar combater o apoio conquistado pelo ocidente com a ajuda às vítimas das enchentes, embora não tenha especificado como os insurgentes fariam isso.

 

Segundo a ONU, mais de 17 milhões de pessoas foram de alguma forma afetadas pelas enchentes. Além disso, 1,2 milhão de casas foi destruído e 5 milhões de pessoas estão desabrigadas.

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