ONU silencia sobre atentado que matou 53 em Damasco

Em meio à paralisia do Conselho de Segurança das Nações Unidas diante da crise na Síria, americanos e russos não chegaram a um consenso nem sequer sobre uma condenação ao atentado que matou 53 pessoas e feriu mais de 200 - em sua esmagadora maioria, civis -, na quinta-feira, no coração de Damasco.

NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2013 | 02h04

Washington e Moscou trocaram acusações sobre as causas do fracasso. Segundo diplomatas russos, os EUA avisaram que não permitiriam uma censura aos rebeldes sírios. Os americanos, por sua vez, condicionaram a declaração do conselho à inclusão de um parágrafo condenando também o regime de Bashar Assad - o que o Kremlin teria vetado.

Damasco disse que o atentado foi cometido por "terroristas", termo que usa para designar todos os grupos de oposição que pegaram em armas contra o regime. A Coalizão Nacional Síria, organização que reúne grupos opositores alinhada a potências ocidentais, condenou a ação. Os grandes suspeitos são grupos ultrarradicais islâmicos aliados à Al-Qaeda que lutam contra Assad e vêm ganhando terreno na guerra civil síria.

A violência continuou ontem, enquanto rebeldes anunciavam a captura de um centro de pesquisa nuclear do regime. Em Alepo, onde a insurgência vem consolidando poder, pelo menos 13 pessoas morreram em confrontos, segundo fontes locais.

A coalizão que une grupos opositores afirmou ontem que elegerá um primeiro-ministro no início de março, que representará internacionalmente os rebeldes. A expectativa da oposição é a de que países árabes e ocidentais passem a reconhecê-los como o legítimo governo da Síria. / REUTERS e NYT

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