ONU simula explosão em apuração sobre morte de ex-premiê do Líbano

Rafik Hariri morreu em um atentado a bomba em 2005; Hezbollah deve ser indiciado pelo crime

Agência Estado e BBC,

19 de outubro de 2010 | 18h31

O Tribunal Especial para o Líbano (STL, na sigla em inglês), da Organização das Nações Unidas (ONU), afirmou nesta terça-feira, 19, que conduziu uma explosão controlada em uma base militar francesa, como parte da investigação da morte do ex-primeiro-ministro libanês Rafic Hariri.

 

O STL afirma que a explosão foi feita na base militar de Captieux, no sudoeste da França, e foi assistida por uma equipe de especialistas internacionais que fará testes forenses.

Segundo o órgão, os resultados da explosão controlada farão parte da investigação, mas ela não foi uma reconstituição do crime.

 

Um caminhão-bomba matou Hariri e outras 22 pessoas em Beirute, em 14 de fevereiro de 2005, deixando 230 feridas.

 

Empresário bilionário, Hariri foi o mais importante político do Líbano após a devastadora Guerra Civil Libanesa que acabou em 1990.

 

Informações preliminares deram conta de que o tribunal - previsto para apresentar as conclusões do inquérito neste mês de outubro - deve indiciar membros do Hezbollah pelo assassinato de Hariri, o que provocou um crise política no Líbano.

 

O atual premiê, Saad al-Hariri, filho de Rafik, vem enfrentando forte pressão da Síria e do Hezbollah para que rejeite os resultados dos indiciamentos.

 

O grupo xiita e seus aliados acusam o tribunal da ONU de servir aos interesse dos Estados Unidos e de Israel.

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