ONU: situação dos direitos humanos segue ruim no Irã

O Irã rejeita o apelo do Brasil para declarar uma moratória em execuções, nega-se a libertar prisioneiros políticos, rejeita uma investigação internacional sobre a violência após a eleição de 2009 e troca farpas com representantes norte-americanos.

AE, Agencia Estado

18 de fevereiro de 2010 | 08h27

Esse foi o resultado da revisão da política de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), concluída ontem em Genebra. A entidade não tem poder para exigir que um governo siga uma recomendação no que se refere aos direitos humanos, e o comportamento do Irã ontem fez com que a entidade Anistia Internacional classificasse a sabatina do país na ONU como "uma farsa".

No total, governos fizeram 189 propostas sobre como o Irã poderia melhorar sua situação. Teerã acusa o Ocidente de estar usando politicamente a questão dos direitos humanos para aumentar a pressão contra o regime. Mesmo assim indicou que aceita 123 delas, mas apenas as mais genéricas e aquelas que apenas pediam reforço no sistema de garantias. Parte das sugestões aceitas foram propostas de governos aliados, como Venezuela, Bolívia, Cuba, China, Líbia e Sudão.

O Brasil teve algumas de suas recomendações aceitas, como "promover os direitos das mulheres" e "fortalecer a liberdade de expressão para dar garantias a todos os grupos, jornalistas e ativistas de direitos humanos". Mas nenhuma dessas recomendações do Itamaraty poderão ser verificadas se de fato foram cumpridas. O Irã negou-se a pôr fim à pena de morte ou mesmo a uma moratória. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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