ONU sobreviverá, mas terá que ser reestruturada, diz ministro

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse na noite desta quarta-feira, depois de sair do plenário da Câmara dos Deputados, que a guerra no Iraque não acabará com a Organização das Nações Unidas. "A ONU sobreviverá a esse abalo. Terá talvez de ser profundamente repensada, reestruturada", disse. "Mas seguramente não abandonada, porque a ONU é o sistema de que o mundo dispõe para que os conflitos internacionais possam ser resolvidos pacificamente." Durante o discurso, alguns deputados usavam uma tira de pano branca amarrada no braço, para protestar contra a guerra.Segundo o ministro, que falou depois de discursar na Câmara durante a Comissão Geral em Homenagem à Paz, "o conflito não deve servir de motivo de desânimo para aqueles que lutam pela paz e que desejam que as relações internacionais sejam regidas por normas jurídicas, princípios éticos e morais e esse é o nosso espírito".De acordo com Amorim, o fato de o governo brasileiro condenar o início da guerra sem o aval da ONU não prejudicará as relações entre o Brasil e os Estados Unidos. "Não temos nenhum atrito com os EUA. Nós defendemos uma posição, que é a do povo brasileiro e está na Constituição: a da defesa de uma solução pacífica de controvérsias."Amorim disse que, em nenhum momento o Brasil pensou em defender o presidente iraquiano, Saddam Hussein. Mas disse que a opinião do governo é de que ainda havia possibilidade de forçar o desarmamento do Iraque por meios pacíficos. "A prova disso foi a destruição dos mísseis" de alcance proibido pelo ditador iraquiano. Veja o especial : O noticiário até 18/3/2003

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