ONU suspende envio de funcionários para a Coreia do Norte após alerta

Diplomatas e membros de ONGs que atuam em Pyongyang permanecem na capital norte-coreana

Cláudia Trevisan, enviada especial a Pyongyang,

06 de abril de 2013 | 13h01

PYONGYANG - A Organização das Nações Unidas suspendeu o envio de novos funcionários para a Coreia do Norte, mas decidiu manter em Pyongyang os que já estão trabalhando no país, pelo menos por enquanto. Outras representações estrangeiras também pretendem permanecer no local e continuarão a avaliar a situação nos próximos dias.

Na sexta-feira, o governo norte-coreano pediu que embaixadas e organizações internacionais com representações no país informem até a quarta-feira o que planejam fazer diante do agravamento da tensão na Península Coreana e o risco de um conflito armado, no qual Pyongyang seria o principal alvo.

A possibilidade da retirada dos funcionários está sendo discutida, mas não havia sido anunciada por nenhuma entidade ou embaixada até este sábado, 6. O embaixador brasileiro, Roberto Colin, permanecia na Coreia do Norte com a mulher, Svetlana, e o filho Danil, de 10 anos.

A capital norte-coreana tem um sábado calmo. A exemplo dos dias anteriores, não há nenhum sinal evidente de tensão ou mobilização militar. Apesar do dia chuvoso, mutirões trabalham na plantação de grama nos canteiros das calçadas, enquanto um fluxo interminável de pedestres percorre a cidade, uma cena comum em razão da precariedade do transporte público.

A agência de notícias AFP registrou um grupo de diplomatas e turistas estrangeiros deixando a Coreia do Norte. Segundo a agência, as pessoas embarcaram em um voo da empresa Air Koryo em direção à Pequim, na China.

 
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