ONU suspende sanções contra o Afeganistão

A Companhia Aérea do Afeganistão, sem voar há mais de dois anos, e o banco central do país centro-asiático poderão entrar novamente em funcionamento, agora que o Conselho de Segurança das Nações Unidas se prepara para modificar as sanções que impõe ao país, como conseqüência da queda do regime taleban. Além disso, o governo norte-americano planeja descongelar cerca de US$ 200 milhões em bens afegãos que estavam retidos nos Estados Unidos. As medidas são conseqüência da vontade dos membros do Conselho de Segurança em reformar as sanções impostas ao taleban, para que não atrapalhassem o novo regime que se instala no país. Em novembro de 1999, o Conselho de Segurança da ONU congelou os bens do taleban e impôs uma proibição internacional contra as atividades da companhia aérea Ariana, como medidas de pressão sobre a milícia radical islâmica que governava o Afeganistão, exigindo a entrega de Osama bin Laden, para que fosse julgado pelos atentados contra as embaixadas dos Estados Unidos no Quênia e na Tanzânia. Posteriormente, o Conselho impôs também um embargo de venda de armas para os talebans, que expira em 19 de janeiro. Com os talebans derrotados pela coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos após os atentados de 11 de setembro, os cinco membros do Conselho de Segurança com direito a veto, a Grã-Bretanha, a China, a França, a Rússia e os próprios Estados Unidos tiveram uma reunião privada na última sexta-feira, e elaboraram uma resolução que substituiu a que estava por expirar. Essa resolução, ainda no esboço, propõe um embargo total da venda de armas, restrições de viagens e congelamento de todas as contas bancárias relacionadas com os talebans e com bin Laden, além de decidir pela permanência no Afeganistão de um grupo encarregado de vigiar o cumprimento das sanções. Mas o monitoramento do tráfico de drogas neste que é o maior produtor mundial de ópio terá que ser negociado diretamente com a nova liderança afegã. Ainda terá que ser resolvido até a próxima sexta-feira, quando o Conselho deve votar a medida, a questão sobre se a resolução expirará ou será exposta a uma revisão depois de 12 meses. Ainda existem discussões sobre se o embargo de venda de armas deve ser específico para o território afegão ou ser aplicado aonde quer que a organização terrorista Al-Qaeda opere, e sobre como o regulamento será implementado. Ainda não se sabe, tampouco, quais outros países podem vir a ser incluídos na lista daqueles visados pelas sanções. Leia o especial

Agencia Estado,

12 Janeiro 2002 | 03h43

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