ONU tem ao menos 14 desaparecidos em Argel; 5 podem estar mortos

Cinco funcionários da Organizaçãodas Nações Unidas (ONU) foram dados como mortos e 14 estãodesaparecidos depois das explosões de carros-bomba naterça-feira em Argel. "O número dos que supostamente foram mortos está agora emcinco", disse Marie Okabe, porta-voz da ONU, a jornalistas.Antes, numa entrevista coletiva, ela dissera: "Ainda estamostentando localizar 14 pessoas." Não está claro se esses 14 desaparecidos incluem as 5pessoas dadas como mortas. Em nota, a ONU disse que as duas explosões destruíramescritórios do Pnud (Programa das Nações Unidas para oDesenvolvimento) e provocaram sérios danos nas instalações doAcnur (Alto-Comissariado das Nações Unidas para Refugiados). O comissário Antonio Guterres disse à BBC que "sem dúvida aONU foi o alvo", já que uma das explosões ocorreu na rua quesepara o edifício principal da ONU em Argel das instalações doAcnur. Em 2003, um caminhão-bomba destruiu a sede da representaçãoda ONU em Bagdá, matando 22 pessoas, inclusive o chefe damissão, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello. "A situação no terreno é muito confusa", disse Okabe. "Eles[funcionários] estão tentando localizar pessoas em hospitais.Estão escavando nos destroços". Ela disse que uma pessoa foiresgatada com vida. De acordo com a porta-voz, a ONU mantém 19 funcionáriosestrangeiros fixos e 21 temporários em Argel, além de 115empregados locais. Uma fonte do ministério argelino da Saúde disse que ao todoas duas bombas mataram 67 pessoas em Argel. O secretário-geral Ban Ki-Moon, que participa daconferência climática da ONU em Bali, disse em nota: "Aspalavras não podem expressar minha sensação de choque, ultrajee raiva pelo ataque terrorista contra a missão das NaçõesUnidas em Argel hoje." "Foi um ataque covardemente abjeto contra funcionárioscivis servindo aos ideais mais elevados da humanidade sob abandeira da ONU -- vil, indecente e injustificável até pelospadrões políticos mais bárbaros." O Conselho de Segurança também condenou, em nota, "nostermos mais fortes este ato hediondo de terrorismo", e pediu atodos os países que cooperem com a Argélia na busca pelosresponsáveis. (Reportagem adicional de Stephanie Nebehay em Genebra, MarkTrevelyan em Londres e Claudia Parsons nas Nações Unidas)

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