Andres Casares/Efe
Andres Casares/Efe

ONU teme que epidemia de cólera se espalhe por todo o Haiti

Agência humaniária das Nações Unidas alerta para expansão considerável da doença

estadão.com.br,

25 de outubro de 2010 | 17h12

A Organização das Nações Unidas (ONU)afirmou nesta segunda-feira que teme a expansão da epidemia de cólera no Haiti para todo o país, provocando dezenas de milhares de casos da doença.

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"Um surto nacional, com dezenas de milhares de casos é uma possibilidade real", informa comunicado da agência humanitária da ONU, que confirmou ao menos cinco casos da doença em Porto Príncipe.

"Este é um cenário baseado em experiências prévias em outras partes do mundo. Devemos nos preparar para uma expansão considerável da doença", completa o texto. 

 

A Organização pan-americana de Saúde (Opas) também alertou para um aumento dos casos. "Esperamos que o número aumente. Mas a ênfase precisa ser a prevenção. Agora que o cólera se estabeleceu no país deve permanecer lá por muitos anos", alertou o epidemiologista Jon Andrus.

 

"Não podemos prever o rumo da epidemia, mas temos de mobilizar recursos para desenvolver a capacidade de ajuda ao povo haitiano a longo prazo", completou.

 

Balanço

 

Até agora, segundo dados oficiais do governo haitiano, 259 pessoas morreram por causa da doença no país e há 3.015 casos confirmados. A maior incidência da bactéria está na região de Artibonite, no centro do país.

As autoridades sanitárias haitianas tentam impedir que a epidemia se alastre por Porto Príncipe, capital do país, devastada por um terremoto em janeiro, onde 1 milhão de pessoas ainda vive em abrigos.

Vizinhos se preparam

Enquanto a doença avança no Haiti, o governo da República Dominicana, que divide com o país a ilha de Hispaniola, restringiu a passagem na fronteira e proibiu o funcionamento de um mercado no local como prevenção.

 

A Venezuela ativou medidas de vigilância epidemiológica para evitar que a doença possa chegar a seu território. Entre elas estão o acompanhamento de viajantes vindos do Haiti.

 

Com AP e Efe

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