ONU tenta contato com 60 mil refugiados no Sudão do Sul

A Organização das Nações Unidas disse na sexta-feira que está tentando estabelecer contato com cerca de 60 mil pessoas que fugiram da violência tribal em uma área remota do Sudão do Sul e que precisam urgentemente de alimentos, abrigo e assistência médica.

REUTERS

06 de janeiro de 2012 | 19h48

O Sudão do Sul declarou-se independente do Sudão em julho, conforme previa um acordo de paz de 2005 que encerrou décadas de guerra civil. Mas o mais novo país do mundo tem dificuldades para controlar a violência cometida por tribos e rebeldes, que matou milhares no ano passado.

Na semana passada, teve início um confronto entre duas tribos rivais, a Lou Nuer e a Murle. Cerca de 6.000 membros armados da Lou Nuer atacaram na segunda-feira a localidade de Pibor, no Estado de Jonglei, na fronteira com o Sudão.

Fontes da ONU disseram que os combates já estão praticamente encerrados depois de o Exército ter assumido o controle de Pibor, mas que 60 mil pessoas estão escondidas na mata ou tentando voltar para suas comunidades.

"O governo diz que isso é um desastre, e fazemos todos os esforços para encontrá-los", disse à Reuters Lise Grande, coordenadora humanitária da ONU no Sudão do Sul.

"Estamos nos concentrando em cinco locais, sendo quatro aos quais só podemos ter acesso por ar. Três desses locais foram totalmente queimados", disse ela.

(Reportagem de Ulf Laessing)

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