ONU tenta reforçar paz no Iêmen; presos da Al Qaeda fogem

O representante da ONU que acompanha a transferência de poder no Iêmen, num acordo destinado a encerrar meses de protestos no país mais pobre da Península Arábica, propôs nesta segunda-feira que os separatistas do sul e os rebeldes xiitas do norte sejam incluídos no processo, enquanto uma frágil paz parece se instalar em Sanaa, a capital.

REUTERS

13 de dezembro de 2011 | 14h28

As declarações foram feitas durante visita à cidade portuária de Áden (sul), onde pelo menos 16 presos, incluindo alguns membros da Al Qaeda, fugiram por um túnel na própria segunda-feira, num revés para os esforços do governo contra os militantes islâmicos.

Um novo governo empossado na semana passada, após a renúncia do presidente Ali Abdullah Saleh, enfrenta múltiplos desafios, como a recuperação da economia e o combate à insurgência dos separatistas do sul e da tribo xiita Houthi na província de Saada (norte).

O enviado da Organização das Nações Unidas, Jamal Benomar, está no Iêmen para supervisionar a implantação do acordo mediado pelo Conselho de Cooperação do Golfo, que resultou na transferência do poder para o vice-presidente Abd-Rabbu Mansour.

Benomar, que no domingo à noite se reuniu com separatistas sulistas, disse que o sucesso do acordo de paz ainda exige mais empenho dos envolvidos.

"É essencial que o processo político inclua grupos que não estiveram diretamente envolvidos nas negociações que levaram ao acordo", afirmou. "Isso inclui os Houthis, o movimento sulista e os jovens. Um sério esforço terá de ser feito para tratar das insatisfações deles."

(Por Mohammed Mukhashaf; reportagem adicional de Tom Finn e Mohammed Ghobari, em Sanaa)

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