ONU tenta resolver impasse eleitoral na Costa do Marfim

O principal funcionário da Organização das Nações Unidas (ONU) na Costa do Marfim, o representante especial Choi Young-jin, disse hoje que está pronto para conversar com Laurent Gbagbo, o qual cortou os contatos com a comunidade internacional e se recusa a aceitar a derrota eleitoral nas eleições presidenciais, uma semana após o segundo turno.

AE, Agência Estado

09 de dezembro de 2010 | 19h21

Gbagbo tem se tornado cada vez mais recluso nos últimos dias e se reunido apenas com seus colaboradores da linha-dura, ao ponto de se recusar a atender uma chamada telefônica do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. A ONU revisou os resultados de 20 mil urnas antes de concluir que Gbagbo perdeu as eleições por uma "margem irrefutável" para o líder da oposição, Alassane Ouattara.

Choi esteve hoje no Hotel Golf, onde teve uma reunião a portas fechadas com Ouattara, o qual foi forçado a usar o hotel como seu quartel-general porque Gbagbo não lhe deu acesso ao palácio presidencial. O hotel virou quase uma fortaleza, protegido por sacos de areia e arame farpado e guardado por soldados da ONU. Existem rumores de que soldados leais a Gbagbo tentarão um assalto ao hotel.

"Eu estou pronto a visitar Gbagbo", disse Choi, após a reunião com Ouattara. A Costa do Marfim está desde a semana passada em impasse, quando Ouattara foi eleito com mais de 10 pontos porcentuais de vantagem sobre Gbagbo, o qual se recusa em admitir a derrota. As informações são da Associated Press.

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