Arte/estadão.com.br
Arte/estadão.com.br

ONU toma controle do aeroporto de maior cidade da Costa do Marfim

Aliados de Alassane Ouattara cercam Abidjã e pressionam Laurent Gbagbo a deixar o poder

Agência Estado

31 Março 2011 | 16h05

Atualizado às 17h26

 

ABIDJÃ - As tropas da missão de paz das Nações Unidas na Costa do Marfim (ONUCI) tomaram o controle do aeroporto de Abidjã nesta quinta-feira, 31, informou uma fonte da entidade internacional. É a primeira ação das tropas do órgão na crise marfinense.

 

A fonte, que pediu para não ser identificada, indicou que veículos armados das Nações Unidas foram enviados ao aeroporto e que não havia mais policiais marfinenses presentes. Um funcionário da missão de paz confirmou a informação. "Sim, é verdade, estamos a cargo do aeroporto", disse.

 

O governo de Ouattara também declarou nesta quinta um toque de recolher. O anúncio foi feito por Marcel Amon Tano, chefe de gabinete do líder eleito. Ele explicou que a medida era necessária por razões de segurança e duraria das 21 horas às 6 horas do dia seguinte. As fronteiras aéreas, marítimas e terrestres também foram fechadas até segunda ordem. Mais cedo, um aliado de Ouattara disse que Gbagbo teria "duas ou três horas" para deixar o poder. O período, porém, já terminou.

 

O país africano está mergulhado em uma onda de violência há meses devido às disputas entre Alassane Ouattara, reconhecido internacionalmente como o presidente eleito, e Laurent Gbagbo, líder de facto que se recusa a deixar o poder. As disputas entre os dois rivais começaram em novembro, quando ocorreram as eleições, mas a violência ganhou maiores dimensões nos últimos dias.

 

Cerco

 

Aliados a Ouattara começaram a cercar Abidjã na últimas horas, após a tomarda do porto de San Pédro e também a capital administrativa do país, Yamoussoukro, na noite de quarta.

 

Gbagbo, por sua vez, tem perdido apoio. Seu principal comandante militar fugiu para a embaixada da África do Sul. O chefe de Estado Maior das Forças Armadas, buscou refúgio na casa do embaixador com sua esposa e cinco filhos, informou o Ministério das Relações Exteriores da sul-africano.

 

Pelo menos 462 pessoas já foram mortas e mais de um milhão fugiram do país africano em meio à violência pós-eleitoral.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.