ONU: Vacina contra H1N1 deve ser compartilhada com países pobres

Os países ricos devem disponibilizar mais vacinas onde o vírus H1N1 começa a atacar, afirmaram autoridades sanitárias da Organização das Nações Unidas (ONU) neste domingo.

REUTERS

04 de outubro de 2009 | 16h17

Eles disseram que uma maior preparação para a gripe suína é necessária nos países em desenvolvimento com sistemas de saúde piores e com populações jovens maiores, que são mais vulneráveis à doença.

"Podemos ver um padrão diferente do impacto uma vez que o vírus comece a atacar e irrompa nas comunidades pobres do mundo", explicou Julie Hall, especialistas em doenças infecciosas da Organização Mundial de Saúde, agência da ONU.

A OMS, que classificou o H1N1 como pandemia global em junho, afirmou que 30 por cento da população mundial, perto de 7 bilhões de pessoas, podem ser infectados.

Alguns países como os Estados Unidos, Brasil e França concordaram em disponibilizar 10 por cento de seu estoque de vacinas para países em desenvolvimento. Fabricantes ainda doaram cerca de 150 milhões de doses da vacina.

É preciso mais, segundo David Nabarro, coordenador da ONU no combate a novas variações da gripe.

"O desafio nas próximas semanas é consolidar a solidariedade entre as nações ricas e as pobres para assegurar que a vacina adequada seja disponibilizada", explicou.

Setembro e outubro geralmente marcam somente o início da época de gripe no hemisfério norte, mas há sinais de uma segunda onda de H1N1 depois que a primeira surgiu este ano, alertou Hall.

Até 20 de setembro, a gripe suína matou 3.917 pessoas em 191 países desde que foi identificada em abril, segundo a OMS.

(Reportagem de Simon Rabinovitch)

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