ONU vai investigar uso de armas químicas na Síria

A Organização das Nações Unidas (ONU) vai investigar as denúncias de uso de armas químicas na guerra civil em andamento na Síria, o que pode configurar crime contra a humanidade, anunciou nesta quinta-feira o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

AE, Agência Estado

21 de março de 2013 | 13h09

O anúncio de Ban ocorre um dia depois de Damasco ter pedido à ONU uma investigação independente do uso de armas químicas por rebeldes que lutam contra o governo, mas ele sinalizou que o inquérito deve ser mais abrangente, observando que a responsabilidade sobre qualquer arsenal de armas químicas existente no país recai sobre o governo.

Acredita-se que a Síria possua um considerável arsenal de armas químicas. Damasco nunca confirmou a posse do arsenal, apesar de já ter declarado que jamais usaria armas químicas contra seu próprio povo.

"Meu anúncio deveria servir como um lembrete inequívoco de que o uso de armas químicas é um crime contra a humanidade", disse Ban nesta quinta-feira. "A comunidade internacional necessita de garantias plenas de que os arsenais de armas químicas sejam verificados e resguardados."

Na terça-feira, o governo sírio acusou rebeldes de terem usado armas químicas em um ataque a Khan al-Assal, um povoado da província de Alepo, no norte da Síria. Representantes dos rebeldes negaram e acusaram o governo pelo ataque, no qual pelo menos 26 pessoas morreram.

Ban disse que estão sendo realizadas consultas com a Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) e com a Organização Mundial de Saúde (OMS) e afirmou que a investigação vai "começar o mais rápido possível", mas ressalvou que esse tipo de missão não se forma "do dia para a noite". Ele enfatizou ainda que a plena cooperação de todas as partes será essencial, o que inclui "acesso irrestrito". As informações são da Associated Press.

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