ONU vê falta de empenho de cidadãos contra mudança climática

Os cidadãos comuns não estão pressionando suficientemente seus governos para que aprovem um novo acordo juridicamente vinculante contra a mudança climática, disse na sexta-feira a principal funcionária da Organização das Nações Unidas envolvida com essa questão.

NINA CHESTNEY, REUTERS

09 de março de 2012 | 19h34

"Não há suficiente (pressão) de baixo para cima. Não vejo milhões de cidadãos exigindo uma ação climática", disse Christiana Figueres, secretária-executiva da Convenção-Quadro da ONU para a Mudança Climática, em uma palestra.

"A realidade com a qual devemos lidar é que o processo é muito lento e que a urgência cresce a cada dia. A única saída é continuar a empurrar o lado governamental, mas não podemos depender 100 por cento dos governos, porque eles não podem fazer 100 por cento."

Após anos de negociações, países de todo o mundo decidiram em dezembro passado concluir até 2015 um novo tratado que obrigue os principais países poluidores a reduzirem suas emissões de gases do efeito estufa.

O acordo só entrará em vigor a partir de 2020, e críticos dizem que então já será tarde para evitar os efeitos mais catastróficos da mudança climática.

Figueres disse a jornalistas que as discussões do novo tratado devem começar em maio na Alemanha, com metas intermediárias a serem cumpridas a cada ano até 2015.

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